Ponte da Barca

Padroeiro: S. João Baptista.
Habitantes: 12.978 habitantes (INE 2009)
Sectores laborais: Agricultura, transformação de madeira, construção civil, indústria têxtil e panificação.
Feiras: Quinzenal, às quartas – feiras, Feira do Mel (22 de Dezembro) e Feira do Linho (22 de Agosto).
Tradições festivas: S. Bartolomeu (23 e 24 de Agosto), S. António (12 de Junho), S. João (24 de Junho), e Senhora da Conceição (8 de Dezembro).
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: ponte medieval sobre o Lima, Igreja Matriz, Igreja da Misericórdia, Capelas de Nossa Senhora da Lapa, de S. Bartolomeu, e de Santo António, Pelourinho, Paços do Concelho, Antigo Mercado, Casas de Faria, de Santo António, da Rua de S. Bartolomeu, dos Lacerdas, da Fonte Velha, de Maria Lopes da Costa, da Prova de Baixo e da Prova de Cima.
Colectividades: Associação Desportiva de Ponte da Barca, Clube de Caça e Pesca, Centro Cultural Frei Agostinho da Cruz e Diogo Bernardes, Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca, Rancho Folclórico e Etnográfico de Ponte da Barca.

O município de Ponte da Barca é um dos mais antigos do País, tendo recebido carta de foral de D. Manuel, em 1513. É limitado a norte pelo município de Arcos de Valdevez, a leste pela Espanha, a sul por Terras de Bouro e Vila Verde e a oeste por Ponte de Lima.
Não são raros no concelho os sítios ou lugares a merecer visita obrigatória. A poucos quilómetros da vila, na margem oposta do Lima, aninhada junto ao rio, a povoação de Ermelo e as suas laranjas únicas, com as suas casa negras agrupadas em volta do antigo mosteiro românico dos monges beneditinos e o espigueiros da agora vila de Soajo. A Serra Amarela e a bacia do rio Cabril com as ravina mais violentas de todo o Minho e zona da floresta arcaica, Lindoso, Chão da Fonte, Côto do Muro, o Jardim dos Poetas, a praia fluvial e as margens do rio Lima e do rio Vade, o Choupal, o monte de Santa Rita, os currais com cobertura de colmo da Ermida, e as brandas de Bilhares, território dos garranos livres e do quase extinto lobo do Gerês, a vista do sino da igreja de Germil, a Pegadinha e o miradouro do Livramento, o Santuário de N.ª S.ª do Barral, que uns visitam por devoção mariana e outros o procuram para admirar um extraordinário conjunto de enormes cristais de quartzo das mais variadas qualidades, que se expõe em diversos locais, seja ao ar livre, na moderna capela e sua cripta, ou num arremedo de biblioteca e museu, são referências de muitos outros mais, destacando também aqui as Portas do Parque Nacional Peneda-Gerês.

Ponte da Barca é um concelho de contrastes: em primeiro plano, à esquerda a albufeira do Alto Lindoso (a maior da Península), cuja magnitude contrasta com o anterior, um dos mais antigos aproveitamentos hidroeléctricos do país (1905), para nos deleitarmos logo de seguida com a rústica pacatez do ribeiro de Froufe, de águas límpidas e violentas e em constantes e espectaculares quedas de água, entre o rude peso do granito.

Ponte da Barca turística, com as suas pesqueiras no Rio Lima (pesca da lampreia), possui ainda coutos de caça, desportos náuticos, praia fluvial, um bom equipamento de restauração e de animação hoteleira, artesanato, folclore e uma gastronomia de requinte: o presunto e a boroa de milho, as papas de sarrabulho, a chanfana de cabra à moda de Germil, a lampreia, o cabrito dos montados de Boivães e aquele branco colheita seleccionada, ou os famosos vinhos branco e tinto Terras da Nóbrega, da Adega Cooperativa, acompanhado sempre por um saber receber como ninguém, fazem de Ponte da Barca uma terra de eleição, sendo que para quem ainda não conhece as festas da romaria de S. Bartolomeu, tem nessa ocasião uma terra castiça, de povo genuinamente vivaço a cantarolar as quadras de Manuel Parada, para descobrir a terra que viu nascer Fernão de Magalhães, o circum-navegador.